
Largada da 4ª Etapa de SUP RACE. Foto: Marta Sorensen
Por Bob de Araujo (*)
Agora que chegamos ao final do circuito brasileiro de SUP RACE, vou dividir minhas impressões sobre esse tema em três partes. A primeira (publicada hoje) será sobre o que aconteceu em 2011 com a conclusão da 4ª Etapa e encerramento do circuito; a segunda parte fica para semana que vem e falarei de um dos temas que mais tem sido debatido no nosso meio: o que esperar do circuito brasileiro de RACE em 2012 e quais categorias estarão no páreo; e, por fim, vou encerrar a trilogia com os destaques de 2011.
Bom, vamos ao que interessa: Parte I.

Os foguetes enfileirados na chegada. Foto: Marta Sorensen
Os resultados e matéria sobre a prova podem ser conferidos clicando AQUI.
Dentre os vencedores da prova de 12km, nenhuma surpresa entre aqueles que ocuparam o lugar mais alto no pódio. Ou seja, aqueles que venceram a etapa baiana foram os mesmos que conquistaram o título brasileiro: Na OPEN MASCULINO o título ficou com o Luiz Animal; na MASTER quem levou foi o Neno Matos; e o FEMININO ficou com a Babi Brazil.
Sem desmerecer os outros, mas o Animal foi, indiscutivelmente, o maior remador brasileiro da categoria 12’6” na temporada 2011. Técnica impecável, estratégia de prova perfeita e muito gás para deixar seus oponentes para trás, Animal fez jus, com louvor, ao título brasileiro de SUP RACE Categoria OPEN MASCULINO.

O Farol da Barra, pontuando a entrada da Baía de Todos os Santos. Foto: Marta Sorensen
Não por menos, Nenos Matos também venceu todas as provas de que participou. Só não teve 100% de aproveitamento do circuito MASTER porque esteve ausente na primeira etapa (Osório-RS). É a prova viva de que talento, dedicação, competência, e preparo físico não tem idade... Quando se trata de remar, não é difícil ele deixar oponentes com metade da sua idade “Procurando Neno”.
E a Babi Brazil? Que isso?! Me deixou pra trás... e eu estava numa 14 pés!! Incrível a garra dela. Aliás, falando em garra, é importante lembrar que a guerreira Babi foi a única mulher a completar a etapa do Ceará. Mas, por falta de quórum, não recebeu os pontos daquela etapa... No fim, o reconhecimento chegou na forma de campeã brasileira da categoria RACE OPEN FEMININO.
A única exceção a essa regra do “quem-ganhou-a-etapa-baiana-levou-o-brasileiro” ficou por conta do Gustavo Kombi. Isso porque, assim como o Neno, Kombi ganhou todas as provas da categoria UNLIMITED das quais participou. Infelizmente, como foram apenas duas participações, o título do brasileiro não ficou com ele. Certamente, se tivesse participado de mais uma etapa, o título do brasileiro seria dele...
“Atleta referencia do esporte para todas as gerações
pelo engrandecimento ao SUP brasileiro através de
sua excelente performance e espírito competitivo”
Foram esses os dizeres impressos no reconhecimento dado pela ABSUP aos cinco primeiros colocados de cada categoria do circuito brasileiro de SUP RACE. Tais dizeres, a meu ver, devem ser extensíveis a todos aqueles que participaram do circuito. Afinal, o pioneirismo que o esporte vive neste momento e a grandiosidade que ele certamente atingirá num futuro próximo é fruto da participação e contribuição de todos nós.
Mahalo e até semana que vem com a Parte II,
Bob.
(*) Bob de Araujo é representante da Surftech no Brasil e escreve às quintas para o supclub.com.br